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Expodireto: audiência pública debate inovação na agricultura

Representantes da pesquisa, indústria e setor produtivo estiveram reunidos na Expodireto Cotrijal (Não-Me-Toque, RS), no dia 9 de março, para discutir o tema “Inovação e Sustentabilidade na Agricultura”. A audiência pública do senado é realizada há sete anos na Expodireto, por iniciativa da Senadora Ana Amélia Lemos.

O foco dos debates esteve nas dificuldades e avanços da introdução de tecnologias no campo. Questões como deficiências na assistência técnica em muitas regiões do País e limitações logísticas foram apontadas como principais entraves ao desenvolvimento do agronegócio. 

A Senadora Ana Amélia Lemos avaliou a importância da realização do Censo Agroécuário, que não era realizado há mais de 10 anos. “Números são fundamentais para avaliar a realidade no campo e definir políticas públicas”, disse a Senadora.

O tripé de sustentabilidade social, ambiental e econômico na produção agrícola foi destacado com uma série de exemplos, como o trabalho da Embrapa na geração de cultivares de inverno voltadas a geração de renda e cobertura do solo, com diversas opções tanto para a agricultura familiar quanto para o empresário rural. “A movimentação da produção no inverno gera renda tanto no meio rural, quanto nas cidades. Cada real investido na agricultura gera outros 1,7 reais na cadeia produtiva e mais 0,67 centavos nos cofres da prefeitura”, avaliou o Chefe-Geral da Embrapa Trigo Osvaldo Vieira. 

“Através da pesquisa, nós temos conseguido ampliar o acesso dos produtores a tecnologias mais eficientes, a menor custo e com menor impacto ambiental”, avalia o Secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (SEAPI), Ernani Polo. Ele destacou como exemplo de parceria entre o Governo do Estado, a Embrapa e a Emater/RS o Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água, com vistas a amenizar perdas de produtividade em função da erosão e compactação de solo nas lavouras gaúchas, promovendo o uso racional de defensivos e a menor contaminação dos rios.

Na opinião do presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG), Carlos Joel da Silva, o modelo produtivo eleva os custos de produção acima do ganho do produtor: “temos muita tecnologia para aumentar a produtividade, mas não vemos aumentar a renda do produtor. Acho que a pesquisa está caminhando muito bem, temos que rever o caminho que vem depois”.

Roberto Sant’Anna Junior da Associação Nacional da Defesa Vegetal (ANDEF) esclareceu que há exageros nas avaliações sobre o consumo de agroquímicos no Brasil comparativamente a outros países. “O Japão usa 10 vezes mais agrotóxicos quando comparado ao Brasil. O cálculo deve ser apresentado em consumo por hectare e não em volume total como tem sido exposto na mídia”, alertou Sant’Anna, acrescentando: “nós queremos o posto de maior produtor agrícola mundial, mas não aceitamos o posto de maior consumidor de defensivos. Precisamos assumir a nossa vocação de País agrícola em todos os aspectos que afetam a nossa imagem”.

Participaram da audiência pública do Senado “Inovação e Sustentabilidade na Agricultura” as seguintes autoridades:  Secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul, Ernani Polo; vice-presidente da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (CNA/FARSUL), Elmar Konrad; chefe-geral da Embrapa Trigo, Osvaldo Vieira; presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Carlos Joel da Silva; vice-reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Luciano Schuch; gerente de Inovação e Sustentabilidade da Associação Nacional da Defesa Vegetal (ANDEF), Roberto Sant’Anna Junior; presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, Senador Ivo Cassol; presidente da Expodireto/Cotrijal, Nei Mânica e o vice-presidente do Conselho de Medicina Veterinária,  Edison Nunes.  

Representantes da pesquisa, indústria e setor produtivo estiveram reunidos na Expodireto Cotrijal (Não-Me-Toque, RS), no dia 9 de março, para discutir o tema “Inovação e Sustentabilidade na Agricultura”. A audiência pública do senado é realizada há sete anos na Expodireto, por iniciativa da Senadora Ana Amélia Lemos.

O foco dos debates esteve nas dificuldades e avanços da introdução de tecnologias no campo. Questões como deficiências na assistência técnica em muitas regiões do País e limitações logísticas foram apontadas como principais entraves ao desenvolvimento do agronegócio. 

A Senadora Ana Amélia Lemos avaliou a importância da realização do Censo Agroécuário, que não era realizado há mais de 10 anos. “Números são fundamentais para avaliar a realidade no campo e definir políticas públicas”, disse a Senadora.

O tripé de sustentabilidade social, ambiental e econômico na produção agrícola foi destacado com uma série de exemplos, como o trabalho da Embrapa na geração de cultivares de inverno voltadas a geração de renda e cobertura do solo, com diversas opções tanto para a agricultura familiar quanto para o empresário rural. “A movimentação da produção no inverno gera renda tanto no meio rural, quanto nas cidades. Cada real investido na agricultura gera outros 1,7 reais na cadeia produtiva e mais 0,67 centavos nos cofres da prefeitura”, avaliou o Chefe-Geral da Embrapa Trigo Osvaldo Vieira. 

“Através da pesquisa, nós temos conseguido ampliar o acesso dos produtores a tecnologias mais eficientes, a menor custo e com menor impacto ambiental”, avalia o Secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (SEAPI), Ernani Polo. Ele destacou como exemplo de parceria entre o Governo do Estado, a Embrapa e a Emater/RS o Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água, com vistas a amenizar perdas de produtividade em função da erosão e compactação de solo nas lavouras gaúchas, promovendo o uso racional de defensivos e a menor contaminação dos rios.

Na opinião do presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG), Carlos Joel da Silva, o modelo produtivo eleva os custos de produção acima do ganho do produtor: “temos muita tecnologia para aumentar a produtividade, mas não vemos aumentar a renda do produtor. Acho que a pesquisa está caminhando muito bem, temos que rever o caminho que vem depois”.

Roberto Sant’Anna Junior da Associação Nacional da Defesa Vegetal (ANDEF) esclareceu que há exageros nas avaliações sobre o consumo de agroquímicos no Brasil comparativamente a outros países. “O Japão usa 10 vezes mais agrotóxicos quando comparado ao Brasil. O cálculo deve ser apresentado em consumo por hectare e não em volume total como tem sido exposto na mídia”, alertou Sant’Anna, acrescentando: “nós queremos o posto de maior produtor agrícola mundial, mas não aceitamos o posto de maior consumidor de defensivos. Precisamos assumir a nossa vocação de País agrícola em todos os aspectos que afetam a nossa imagem”.

Participaram da audiência pública do Senado “Inovação e Sustentabilidade na Agricultura” as seguintes autoridades:  Secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul, Ernani Polo; vice-presidente da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (CNA/FARSUL), Elmar Konrad; chefe-geral da Embrapa Trigo, Osvaldo Vieira; presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Carlos Joel da Silva; vice-reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Luciano Schuch; gerente de Inovação e Sustentabilidade da Associação Nacional da Defesa Vegetal (ANDEF), Roberto Sant’Anna Junior; presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, Senador Ivo Cassol; presidente da Expodireto/Cotrijal, Nei Mânica e o vice-presidente do Conselho de Medicina Veterinária,  Edison Nunes.  

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