O pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim, integrou a missão do Itamaraty e da Apex Brasil à África Ocidental, com o objetivo de ampliar a cooperação técnica e os negócios entre o Brasil e o continente africano. A expedição teve início em 27 de janeiro e se estendeu até 7 de fevereiro, período em que mais de 40 representantes brasileiros visitaram quatro países: Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal. Durante a missão, o presidente da Apex Brasil, ex-senador Jorge Viana, reuniu lideranças empresariais e governamentais para intensificar as relações comerciais e abrir novas frentes de negócios, considerando as particularidades locais e o crescimento da demanda por produtos brasileiros no continente africano. Segundo Viana, a África tem muitas similaridades com o Brasil, especialmente no que se refere à biodiversidade e ao ambiente. “Muitas regiões africanas possuem condições naturais semelhantes às do bioma amazônico. A Embrapa, com sua expertise em produção agropecuária e produtividade brasileira, pode desempenhar um papel fundamental na troca de conhecimento com os países africanos. Essa colaboração pode fortalecer a formação de novas parcerias, bem como incentivar iniciativas para garantir a segurança alimentar global”, afirmou. “Vimos que há uma grande demanda por parte dos governos africanos por cooperação técnica com o Brasil, que passou de um país importador para exportador de alimentos, principalmente devido às inovações da Embrapa”, afirma Judson. Segundo Valentim, o Banco Africano de Desenvolvimento possui recursos disponíveis para fomentar parcerias entre o Brasil e os países africanos e viabilizar a cooperação técnica em curto prazo. “Como representante da Embrapa, forneci suporte técnico nas discussões de negócios, sendo um ponto de referência para as informações necessárias”, conta. Pecuária O aumento da produção de alimentos nos quatro países foi um dos principais pontos abordados durante os debates. O crescimento populacional, especialmente na Nigéria, que possui mais de 200 milhões de habitantes, tem sido uma preocupação em diversas esferas. Na pecuária, por exemplo, existe uma demanda significativa por sêmen e sementes de forrageiras. “As sementes das variedades de forrageiras melhoradas pela Embrapa, em parceria com o setor privado, podem ter boa adaptação no continente africano, pois a maioria são originárias de lá”, afirma Judson. Valentim acrescenta que “há também muitas oportunidades de negócios na África, que abrangem a cadeia de insumos, máquinas e inovações tecnológicas, inclusive de bioinsumos que podem ser desenvolvidos nas condições tropicais do continente”. África importa do Brasil O continente africano foi o terceiro maior mercado para produtos brasileiros em 2024, atrás de China e Estados Unidos e à frente da Argentina. Com 54 países e 1,4 bilhão de habitantes, a África é o segundo continente mais populoso, com maior taxa de crescimento populacional do mundo e um mercado consumidor em forte expansão. Em comparação com 2023, as exportações brasileiras para a região cresceram 20,5%. Dada a queda nos preços dos produtos exportados, o resultado se deve ao aumento do volume exportado, fruto dos esforços do Ministro das Relações Exteriores, Ministro da Agricultura e ApexBrasil, incluindo iniciativas como a abertura de novos mercados e a ênfase estratégica na priorização de mercados africanos. “Ficamos sete anos afastados e perdemos espaços para outros países, tendo nosso fluxo de comércio caído de US$28 bilhões em 2013 para US$11,5 bilhões em 2020. Nosso trabalho tem sido redinamizar esse comércio e buscar novas formas de cooperação, para gerar ganhos tanto para o Brasil como para os países africanos. Começar 2025 com essa missão mostra que o continente é prioridade para a ApexBrasil. Mais que só aumentar fluxos de comércio, queremos estabelecer parcerias, baseadas na cooperação, para que todos ganhem”, afirma Viana. Visita à área modelo de produção de cacau em Gana
O pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim, integrou a missão do Itamaraty e da Apex Brasil à África Ocidental, com o objetivo de ampliar a cooperação técnica e os negócios entre o Brasil e o continente africano. A expedição teve início em 27 de janeiro e se estendeu até 7 de fevereiro, período em que mais de 40 representantes brasileiros visitaram quatro países: Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal.
Durante a missão, o presidente da Apex Brasil, ex-senador Jorge Viana, reuniu lideranças empresariais e governamentais para intensificar as relações comerciais e abrir novas frentes de negócios, considerando as particularidades locais e o crescimento da demanda por produtos brasileiros no continente africano.
Segundo Viana, a África tem muitas similaridades com o Brasil, especialmente no que se refere à biodiversidade e ao ambiente. “Muitas regiões africanas possuem condições naturais semelhantes às do bioma amazônico. A Embrapa, com sua expertise em produção agropecuária e produtividade brasileira, pode desempenhar um papel fundamental na troca de conhecimento com os países africanos. Essa colaboração pode fortalecer a formação de novas parcerias, bem como incentivar iniciativas para garantir a segurança alimentar global”, afirmou.
“Vimos que há uma grande demanda por parte dos governos africanos por cooperação técnica com o Brasil, que passou de um país importador para exportador de alimentos, principalmente devido às inovações da Embrapa”, afirma Judson.
Segundo Valentim, o Banco Africano de Desenvolvimento possui recursos disponíveis para fomentar parcerias entre o Brasil e os países africanos e viabilizar a cooperação técnica em curto prazo. “Como representante da Embrapa, forneci suporte técnico nas discussões de negócios, sendo um ponto de referência para as informações necessárias”, conta.
Pecuária
O aumento da produção de alimentos nos quatro países foi um dos principais pontos abordados durante os debates. O crescimento populacional, especialmente na Nigéria, que possui mais de 200 milhões de habitantes, tem sido uma preocupação em diversas esferas.
Na pecuária, por exemplo, existe uma demanda significativa por sêmen e sementes de forrageiras. “As sementes das variedades de forrageiras melhoradas pela Embrapa, em parceria com o setor privado, podem ter boa adaptação no continente africano, pois a maioria são originárias de lá”, afirma Judson.
Valentim acrescenta que “há também muitas oportunidades de negócios na África, que abrangem a cadeia de insumos, máquinas e inovações tecnológicas, inclusive de bioinsumos que podem ser desenvolvidos nas condições tropicais do continente”.
África importa do Brasil
O continente africano foi o terceiro maior mercado para produtos brasileiros em 2024, atrás de China e Estados Unidos e à frente da Argentina. Com 54 países e 1,4 bilhão de habitantes, a África é o segundo continente mais populoso, com maior taxa de crescimento populacional do mundo e um mercado consumidor em forte expansão.
Em comparação com 2023, as exportações brasileiras para a região cresceram 20,5%. Dada a queda nos preços dos produtos exportados, o resultado se deve ao aumento do volume exportado, fruto dos esforços do Ministro das Relações Exteriores, Ministro da Agricultura e ApexBrasil, incluindo iniciativas como a abertura de novos mercados e a ênfase estratégica na priorização de mercados africanos.
“Ficamos sete anos afastados e perdemos espaços para outros países, tendo nosso fluxo de comércio caído de US$28 bilhões em 2013 para US$11,5 bilhões em 2020. Nosso trabalho tem sido redinamizar esse comércio e buscar novas formas de cooperação, para gerar ganhos tanto para o Brasil como para os países africanos. Começar 2025 com essa missão mostra que o continente é prioridade para a ApexBrasil. Mais que só aumentar fluxos de comércio, queremos estabelecer parcerias, baseadas na cooperação, para que todos ganhem”, afirma Viana.
Visita à área modelo de produção de cacau em Gana