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Embrapa Amapá investe no controle biológico da mosca-da-carambola

Material para dieta alimentar das espécies e outros insumos foram adquiridos com recursos de emenda do deputado André Abdon. A Embrapa Amapá investe em diversas alternativas para apoiar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no combate à mosca-da-carambola. Uma delas é uma pesquisa direcionada ao controle desta praga, por meio da utilização do parasitoide exótico Fopius arisanus. Trata-se de um agente de controle biológico importado do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pela Embrapa em associação com o Mapa. As ações da pesquisa foram fortalecidas por meio da aquisição de material custeado com recursos de emenda do deputado federal André Abdon no valor de R$ 300 mil. Na tarde desta sexta-feira, 1º de julho, o parlamentar e o superintendente do Ministério no Amapá, Victor Costa, vão conferir in loco o funcionamento da pesquisa nos laboratórios, incluindo o ambiente de criação de mosca-da-carambola da Embrapa. “O grande objetivo é sem dúvida controlar e combater esta praga, garantindo que os produtores amapaenses continuem produzindo e comercializando frutas com qualidade e sem prejuízos econômicos. Investimentos neste sentindo visam garantir novas descobertas e claro, avanços no setor”, ressaltou Abdon. Com os recursos desta emenda parlamentar foram adquiridos material para elaborar a dieta alimentar das espécies mantidas no laboratório e seu inimigo natural em laboratório (o parasitóide), além da compra de material de expediente, insumos agropecuários para manter o pomar de frutíferas hospedeiras no Campo Experimental da Embrapa, reagentes para o desenvolvimento de experimentos sobre novos hospedeiros e possíveis inimigos naturais, manutenção de equipamentos elétricos e eletrônicos, e manutenção do gerador de energia elétrica da Embrapa. “Desta forma foi possível realizar a manutenção e ampliação das criações da mosca-da-carambola e do inimigo natural Fopius arisanus, importante agente de controle biológica dessa praga, representando grande avanço na busca por alternativas de controle eficiente e de baixo impacto ambiental para disponibilizar ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)”, destacou a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amapá, Cristiane Ramos de Jesus. Também fazem parte da gestão do projeto, o pesquisador Adilson Lima – responsável pelo componente “Uso de Fopius arisanus no controle biológico da mosca-da-carambola” – e o pesquisador Ricardo Adaime da Silva – responsável pelo componente “Hospedeiros da mosca-da-carambola”. A Embrapa Amapá, por meio do Núcleo Temático de Proteção de Plantas, conduz pesquisas com essa temática para contribuir nos aspectos bioecológicos da mosca-da-carambola. A equipe técnica já identificou 26 espécies vegetais hospedeiras da praga no Amapá. Prevenção O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estima que, se a mosca-da-carambola ficar fora de controle no Brasil, poderá gerar um prejuízo potencial de US$ 30,7 milhões no ano inicial e de cerca de US$ 92,4 milhões no terceiro ano de infestação. O esforço é preventivo para evitar a entrada da mosca-da-carambola em áreas do Brasil produtoras e exportadoras de frutas, evitando prejuízos em torno de R$ 400 milhões anuais, no caso de as exportações de manga, laranja e goiaba serem suspensas. Mosca-da-carambola: barreira fitossanitária nas exportações A origem da mosca-da-carambola é o Sudeste Asiático, sendo considerada espécie invasora no Brasil, Suriname, República da Guiana e Guiana Francesa. Os danos ocorrem em várias frentes. Os frutos infestados têm seu desenvolvimento afetado e caem precocemente, ou seja, o produtor tem perda direta. Além disso, as medidas para o controle da praga acabam aumentando os custos da produção e a depreciação do fruto infestado implica menor valor comercial e frutos que se conservam menos tempo na prateleira, porque apodrecem precocemente. No Brasil, a mosca-da-carambola foi registrada em 1996 em Oiapoque, município do Amapá, oriunda da Guiana Francesa.

Material para dieta alimentar das espécies e outros insumos foram adquiridos com recursos de emenda do deputado André Abdon.

A Embrapa Amapá investe em diversas alternativas para apoiar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no combate à mosca-da-carambola. Uma delas é uma pesquisa direcionada ao controle desta praga, por meio da utilização do parasitoide exótico Fopius arisanus. Trata-se de um agente de controle biológico importado do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pela Embrapa em associação com o Mapa. As ações da pesquisa foram fortalecidas por meio da aquisição de material custeado com recursos de emenda do deputado federal André Abdon no valor de R$ 300 mil.

Na tarde desta sexta-feira, 1º de julho, o parlamentar e o superintendente do Ministério no Amapá, Victor Costa, vão conferir in loco o funcionamento da pesquisa nos laboratórios, incluindo o ambiente de criação de mosca-da-carambola da Embrapa. “O grande objetivo é sem dúvida controlar e combater esta praga, garantindo que os produtores amapaenses continuem produzindo e comercializando frutas com qualidade e sem prejuízos econômicos. Investimentos neste sentindo visam garantir novas descobertas e claro, avanços no setor”, ressaltou Abdon.

Com os recursos desta emenda parlamentar foram adquiridos material para elaborar a dieta alimentar das espécies mantidas no laboratório e seu inimigo natural em laboratório (o parasitóide), além da compra de material de expediente, insumos agropecuários para manter o pomar de frutíferas hospedeiras no Campo Experimental da Embrapa, reagentes para o desenvolvimento de experimentos sobre novos hospedeiros e possíveis inimigos naturais, manutenção de equipamentos elétricos e eletrônicos, e manutenção do gerador de energia elétrica da Embrapa.

“Desta forma foi possível realizar a manutenção e ampliação das criações da mosca-da-carambola e do inimigo natural Fopius arisanus, importante agente de controle biológica dessa praga, representando grande avanço na busca por alternativas de controle eficiente e de baixo impacto ambiental para disponibilizar ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)”, destacou a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amapá, Cristiane Ramos de Jesus. Também fazem parte da gestão do projeto, o pesquisador Adilson Lima – responsável pelo componente “Uso de Fopius arisanus no controle biológico da mosca-da-carambola” – e o pesquisador Ricardo Adaime da Silva – responsável pelo componente “Hospedeiros da mosca-da-carambola”.

A Embrapa Amapá, por meio do Núcleo Temático de Proteção de Plantas, conduz pesquisas com essa temática para contribuir nos aspectos bioecológicos da mosca-da-carambola. A equipe técnica já identificou 26 espécies vegetais hospedeiras da praga no Amapá.

Prevenção

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estima que, se a mosca-da-carambola ficar fora de controle no Brasil, poderá gerar um prejuízo potencial de US$ 30,7 milhões no ano inicial e de cerca de US$ 92,4 milhões no terceiro ano de infestação.

O esforço é preventivo para evitar a entrada da mosca-da-carambola em áreas do Brasil produtoras e exportadoras de frutas, evitando prejuízos em torno de R$ 400 milhões anuais, no caso de as exportações de manga, laranja e goiaba serem suspensas.

Mosca-da-carambola: barreira fitossanitária nas exportações

A origem da mosca-da-carambola é o Sudeste Asiático, sendo considerada espécie invasora no Brasil, Suriname, República da Guiana e Guiana Francesa. Os danos ocorrem em várias frentes. Os frutos infestados têm seu desenvolvimento afetado e caem precocemente, ou seja, o produtor tem perda direta. Além disso, as medidas para o controle da praga acabam aumentando os custos da produção e a depreciação do fruto infestado implica menor valor comercial e frutos que se conservam menos tempo na prateleira, porque apodrecem precocemente. No Brasil, a mosca-da-carambola foi registrada em 1996 em Oiapoque, município do Amapá, oriunda da Guiana Francesa.

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